vento solar e estrelas do mar
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c. calado, 21


Sunday, 27 Jul, 2014
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Eu vejo as ondas que quebram distantes enquanto o espero.

No arrebentar das ondas, percebo também seus olhos.

Há uma neblina sobre o oceano

e no ponto exato do meu foco

um farol 6 km adentro do mar.

C.

Friday, 25 Jul, 2014
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Friday, 25 Jul, 2014
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"Escrever nem uma coisa
Nem outra -
A fim de dizer todas -
Ou, pelo menos, nenhumas.

Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes."

— Manoel de Barros

Friday, 25 Jul, 2014
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"Guardo-as porque ainda lembro do que disse: se você joga as chaves no lixo, as portas estão fechadas para sempre."

"Às vezes, você tem as chaves e as portas permanecem fechadas."

"Às vezes, as portas estão abertas e não há ninguém dentro."

My blueberry nights (2007), Wong Kar-Wai

Wednesday, 23 Jul, 2014
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Wednesday, 23 Jul, 2014
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Tuesday, 22 Jul, 2014
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Anonymous: Qual a diferença entre matéria e anti-matéria?

a diferença é exatamente que a anti-matéria é o oposto da matéria, uai ahahaha assim, sabe quando você aprendeu lá no primeiro ano do médio que, em um átomo, elétrons têm carga negativa e prótons positiva? na anti-matéria, elétrons têm carga positiva e prótons têm carga negativa, logo matéria e anti-matéria em um mesmo ambiente se anulam (explicar quântica é uma bosta, mas acho que você pegou)

Tuesday, 22 Jul, 2014
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Uma pequena memória ou Da primeira aurora: uma carta ao homem sem tempo

Houve um tempo antes da existência do próprio tempo em que o universo era um silêncio distorcido e indefinido, um imenso vácuo faiscando matéria e anti-matéria, pulsando e retrocedendo energia e desconhecido. Antes do Big Bang, das estrelas, planetas ou seres humanos: havia o Nada, o Caos e a Imensidão.

Tudo era a ausência: e a displicência do minúsculo, como um músculo invisível e frenético. O resto - todo o resto - nasceu de um erro matemático. Uma pequenina assimetria na formação de matéria e anti-matéria: uma partícula a mais da primeira para cada um bilhão de pares formados (os pares se anularam e sobraram os excessos). 

Não suficiente em sermos um indivíduo entre sete bilhões de indivíduos, de uma espécie entre três milhões de espécies, em um planeta que gira ao redor de uma estrela entre cem bilhões de estrelas, em uma galáxia entre duzentas bilhões de galáxias, em um dos universos possíveis e que vai desaparecer, somos também o resultado de um deslize cósmico.

Seria cômico, meu ratinho curioso, se a consciência não tivesse o peso do que se sente - e o que sinto é demasiado inefável.

Naquele tempo antes da existência do próprio tempo, antes da cabeça do alfinete e da energia condensada, muito pouco, muito pouquíssimo mesmo antes da criação de tudo o que é o universo, antes da explosão que foi o princípio - veja você que origens são, de fato, espetacularmente babélicas e belicosas -, houve a primeira aurora. A primeira luz. E ela, a primeira luz, fez-se pelo silêncio.

Foi grandioso, foi sensorial: um brilho tão enorme correndo e trazendo atrás de si tudo o que seria - tudo o que já era - o nosso, de todos nós, o nosso, de todo o tudo, nascimento.

No primeiro instante, foi-nos dada a luz.

Essa primeira aurora se estende desde o princípio até nós, ratinho curioso. Dizem a ciência, a física, a razão e a lógica, que em micro-ondas. Se você ligar a tv em um daqueles canais que são pura estática, um por cento dessa estática provém dessas micro-ondas cósmicas que em algum momento foram o nascimento do universo, treze bilhões de anos atrás.

Ligue o aparelho. Apague as lâmpadas - pequenos vácuos do nosso dia a dia - e contemple a solidão e continuidade da nossa história.

Eu te desejo, sobretudo, a Existência.

Claudia

Saturday, 19 Jul, 2014
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Friday, 18 Jul, 2014
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e casablanca, anônimo. eu assistiria casablanca mil vezes, senti culpa por não ter lembrado.

e um corpo que cai

e ok

Friday, 18 Jul, 2014
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Anonymous: 26:Quais filmes você poderia assistir mais e mais e ainda sim o amar?

a árvore da vida, persona, a paixão de joana d’arc, ondas do destino, magnólia, asas do desejo, 2001: uma odisseia no espaço, o gabinete do dr caligari (o de 1920), amor à flor da pele, e noites de cabíria

Friday, 18 Jul, 2014
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Friday, 18 Jul, 2014
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Friday, 18 Jul, 2014
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Quando penso nas histórias paralelas, penso em Erick. 

Erick, que nunca saberá que o penso.

(Ou que talvez saiba e inconsciente seja eu.)

Aos 21, aprendi a amar a distância e à distância. Aprendi, acima, a admitir que amo. E a perceber a pureza de tal amor.

Erick tem estudado filosofia em excesso, como fazia eu mesma quatro anos atrás. Naquela época, ele tirava o Malboro do bolso e balançava a carteira diante dos meus olhos, apontava Nietzsche em meu colo e dizia: Não seja tão boba, Claudia, nossas almas já são suficientemente rebeldes, vamos ler sobre Buda e descobrir, quem sabe, os fundamentos da paciência.

Eu tenho fumado e dialogado demais, como fazia Erick quatro anos atrás. Naquela época, nós parávamos para observar o engarrafamento da Fernandes Lima às 18h. Eu dizia sobre como as coisas, aos poucos, ruíam em mim e como isso me assustava: como eu tinha medo de não encontrar minhas próprias mãos se tentasse juntá-las para rezar.

O sol se punha ao nosso lado, não às nossas costas. E essas, sim, são as lembranças verdadeiramente delicadas.

Incrível é como somos, Erick e eu, o avesso um do outro. Sempre exatos e jamais intactos. Sempre extremistas, intimistas, suavemente abstratos. Nunca à mesma hora. Anoiteço, Erick acorda. Renasço, Erick chora - diminui, encasula, tudo em minhas bordas.

O estranho do adeus é poder olhar para trás mas não poder voltar, nem mesmo para sussurrar: ei, fique firme. É observar as sombras e só ser visto como sombra, e saber que ainda nesse ver-de-sombra há tanto reconhecido.

Olhos reconhecidos.

Gestos reconhecidos.

Cheiro, espessura, músculos, voz.

Amar ao passado é sincero demais.

Claudia

daughter-of-odin:

Don’t blink.

Friday, 18 Jul, 2014
via paralisou
fonte drbywho-deactivated20120202
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daughter-of-odin:

Don’t blink.
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